Benefícios e modos de uso de couve, brócolis e mais vegetais verde-escuros

Esse grupo de alimentos está sendo ovacionado pela ciência da alimentação. Conheça suas vantagens e aprenda a melhor forma de escalá-la nas refeições.

 

 

Entra moda, sai moda, e os vegetais de coloração verde-escura permanecem como craques da alimentação. Elogiados por médicos e nutricionistas, eles acumulam menções honrosas à proteção do nosso corpo. A ciência assina embaixo: brócolis, couve, rúcula e companhia têm em comum um combo de nutrientes que os tornam uma seleção única.

Para começar, estão entre os campeões em compostos antioxidantes. Ou seja, jogam a nosso favor para inibir a ação dos radicais livres, moléculas que se formam naturalmente no organismo e agridem as células, contribuindo para o envelhecimento e o aparecimento de doenças.

Duas substâncias merecem destaque nessa marcação cerrada, o sulforafano e o indol, ambos associados inclusive à prevenção de danos nas células capazes de culminar no câncer. “Estudos mostram um potencial na prevenção da doença e como reforço ao tratamento em alguns casos”, conta a nutricionista Carolina Pimentel, professora da Universidade Paulista (Unip).

Os carotenoides, pigmentos que os tingem de verde-escuro e também têm função antioxidante, não ficam atrás. “Eles melhoram a imunidade e a estrutura óssea e ainda protegem os olhos”, lista a nutricionista Lara Natacci, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. Um desses ingredientes, a luteína, diminui o risco de catarata, em que a lente do olho vai se tornando opaca com a idade, e a degeneração macular, que afeta a parte central da retina, levando à perda progressiva da visão.

Sobre essa última doença de difícil tratamento, cientistas do Instituto para Pesquisa Médica Westmead, na Austrália, concluíram que introduzir hortaliças ricas em nitratos no cardápio seria uma estratégia para minimizar a exposição ao problema. E adivinhe onde esses elementos estão… Bingo, nos vegetais verdes folhosos!

Tantos antioxidantes ainda são um aliado do nosso cérebro, que é particularmente suscetível aos gols contra dos radicais livres. “Eles auxiliam a evitar e a desacelerar o declínio cognitivo”, diz a nutricionista Regina Pereira, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Isso porque estimulam a capacidade de o sistema nervoso formar novas redes e conexões entre os neurônios. Com isso, mesmo com o avançar dos anos, preservamos a atenção, a memória e o raciocínio.

Os benefícios para o cérebro

No quesito defesa do cérebro, os carotenoides (eles de novo!) prestam serviço, assim como outro nutriente encontrado aos montes em hortaliças, o ácido fólico. “Essa vitamina do complexo B é especialmente fundamental na gravidez, pois participa da formação da medula espinhal e do cérebro do bebê“, descreve a nutricionista Giovanna Oliveira, da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca, em São Paulo.

Na gestação, o médico a prescreve até como suplemento. Mas a substância continua indispensável aos sistemas nervoso e imunológico em outras fases da vida. Por isso vale a pena sempre caprichar na feira.

Não é coincidência que os vegetais verde-escuros tenham sido recrutados na chamada Dieta Mind, um menu desenvolvido pela cientista Martha Morris, da Universidade Rush, nos Estados Unidos, para afastar doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Em um estudo publicado no início de 2018, a equipe dela observou que os voluntários que comiam uma porção dos verde-escuros por dia se saíram melhor em testes de memória e aparentavam, do ponto de vista cognitivo, ter 11 anos a menos do que os que torciam o nariz para esses alimentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Cristina Nabuco

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