Piauí registra dois únicos casos de febre do Nilo Ocidental da história do Brasil

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ”a febre do Nilo Ocidental pode ser transmitida ao homem através da picada de mosquitos infectados com o vírus a partir de aves migratórias silvestres infectadas”.

 

 

O Ministério da Saúde informou que o Piauí registrou os dois únicos casos de febre do Nilo Ocidental da história do país. Os dois casosforam registrados na região de Picos, a cerca de 300 km de Teresina. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ”a febre do Nilo Ocidental pode ser transmitida ao homem através da picada de mosquitos infectados com o vírus a partir de aves migratórias silvestres infectadas”.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o segundo caso foi registrado em Picos, a 28 km da cidade de Aroeiras do Itaim, onde em 2014 foi confirmada a infecção do primeiro brasileiro com a doença.

“O [segundo] caso corresponde a uma jovem (…) que sofreu um quadro de paralisia muscular flácida aguda, em 2017. A paciente esteve internada no Hospital Universitário da UFPI (HU) quando então foi aplicado o protocolo de investigação padrão para diagnóstico de doenças neuroinvasivas implantado pela Sesapi, recebeu tratamento e recuperou-se por completo. Os exames foram coletados à época, mas o Ministério da Saúde liberou os resultados apenas no início de 2019, indicando a presença de anticorpos neutralizantes contra o vírus no sangue da paciente”, informou a Sesapi.

1º caso confirmado

Agricultor do PI é diagnosticado com febre do Nilo e caso é o 1º do Brasil — Foto: Reprodução/TV Clube

Agricultor do PI é diagnosticado com febre do Nilo e caso é o 1º do Brasil — Foto: Reprodução/TV Clube

O Ministério de Saúde confirmou em dezembro de 2014 que o Piauí registrou o primeiro caso de febre do Nilo no Brasil. O fato estava sendo investigado desde agosto daquele ano, quando o agricultor Francisco Raimundo de Lima apresentou encefalite e foi notificado como caso suspeito.

Outras quatro pessoas apresentaram sintomas neurológicos considerados suspeitos, no entanto, os exames descartaram a possibilidade de febre do Nilo.

Febre do Nilo Ocidental

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral causada pela transmissão do mosquito Culex (mosquito comum). É uma arbovirose, assim como a dengue, a zika e a chikungunya.

De acordo com o ministério, não existe tratamento disponível para os casos leves e moderados – o paciente fica em repouso e com reposição de líquidos. Na versão grave da doença, há necessidade de acompanhamento de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Forma de transmissão da febre do Nilo Ocidental.  — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Forma de transmissão da febre do Nilo Ocidental. — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Sintomas

Cerca de 20 % dos indivíduos desenvolvem os sintomas da febre do Nilo:

  • febre aguda de início abrupto, frequentemente acompanhada de mal-estar;
  • anorexia;
  • náusea;
  • vômito;
  • dor nos olhos;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • exantema máculo-papular (manchas vermelhas na pele) e linfoadenopatia (nódulo geralmente atrás da orelha).

Sesapi alerta para período de chuvas

A Sesapi alerta para a possibilidade de, durante as próximas semanas, aumentarem o número de casos de arboviroses, doenças virais transmitidas por insetos e aracnídeos. O grupo compreende doenças como a dengue, febre amarela, chikungunya e a febre do Nilo Ocidental.

Verão é a época do ano mais propícia para a circulação do Aedes aegypti, lembra Secretaria de Saúde  — Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde

Verão é a época do ano mais propícia para a circulação do Aedes aegypti, lembra Secretaria de Saúde — Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde

Segundo dados da 6º semana epidemiológica divulgados pela Sala Estadual de Controle de Arbovirose, houve uma redução de 83,1% no número de notificações de Chikungunya em relação ao mesmo período do ano de 2018. Mas essa redução vem diminuindo ao se comparar o índice com boletins anteriores a 2018.

Antônio Manoel, supervisor de arboviroses da Sesapi, explica que “no período de chuvas, no primeiro semestre, sempre há aumento de casos de arboviroses, isso acontece pela maior proliferação do Aedes aegypti por conta da água parada”.

Fonte: G1-PI

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