Renato lembra derrota em 2011

Promete R$ 50 mil a Paulo Victor por título do Grêmio

Técnico gremista disse que mandou André bater o último pênalti e “profetizou” que o goleiro repetiria Marcelo Grohe sendo herói nos pênaltis.

 

O comandante do Grêmio vencedor de seis títulos nos últimos três anos não pôde acompanhar o gol que deu a 38º taça do Campeonato Gaúcho ao Tricolor, com a vitória por 3 a 2 sobre o Inter nos pênaltis na noite desta quarta-feira, após 0 a 0 no tempo normal. Quando André e Luan discutiam sobre quem faria a última cobrança, Renato Gaúcho invadiu o campo e obrigou que o centroavante executasse a penalidade:

– Quem vai bater é o André – ordenou. E ele fez.

Com o primeiro título de Gauchão na Arena, Renato apaga a imagem deixada na final do Gauchão de 2011, quando perdeu nos pênaltis para o Inter de Falcão em pleno Estádio Olímpico. Aquele foi o último título no Velho Casarão, perdido justamente para o maior rival. Desta vez, ele revelou que olhou para o céu, pediu as bênçãos de Deus, do pai e da mãe, e mentalizou: “De novo, não!”.

– O André é nosso melhor batedor de pênalti. Quando estávamos na concentração, disse que quem estivesse melhor iria bater. Mas saí dali e disse que ele bateria. No tumulto, durante o jogo, ele não fez. Na hora das cobranças, eu falei: “Você vai bater e vai dar o titulo para a gente hoje” – revelou o técnico na entrevista coletiva da vitória.

Se André conquistou a redenção pessoal, Paulo Victor foi alçado ao status de herói. Não só para a torcida. Renato, no afã de levantar mais um troféu, fez uma promessa ao goleiro.

– Falei para o Paulo Victor: “Você vai entrar para a história do clube como o Marcelo entrou”. E ele pegou três pênaltis, foi a grande estrela. Na euforia, na emoção, de coração, dei de presente R$ 50 mil para ele. Não tenho esse dinheiro. Vou buscar em algum lugar – disse o técnico, aos risos, trocando olhares com o presidente Romildo Bolzan e arrancando gargalhadas dos presentes na sala de imprensa da Arena.

E foi além nos elogios a novo camisa 1 do Tricolor:

– Título não tem preço. Todo bicho, eu pego e dou sempre para os funcionários. Não pego dinheiro do clube. Dou para os departamentos do Grêmio, porque eles precisam mais do que eu. O Paulo Victor levou merecidamente. Ele foi fundamental no momento que mais precisávamos. Ele entrou para história como um dos grandes goleiros do Grêmio.

Sujo de isotônico e farinha atirados pelos jogadores, Renato estava tão alegre que distribuiu parabenizações. A Odair Hellmann, pelo trabalho desenvolvido no Inter. Às torcidas, por não terem protagonizado nenhuma cena violenta nos dois clássicos, tanto no Beira-Rio quanto na Arena. Até mesmo à arbitragem:

– Hoje, sem dúvida, temos os melhores árbitros do Brasil. As finais provaram isso, e olha que o (Anderson) Daronco nem apitou. O Rio Grande do Sul está muito bem servido na arbitragem.

“Cansado de dar volta olímpica”, como ele mesmo definiu, Renato encerrou a entrevista coletiva e foi ao vestiário, onde, segundo ele, havia 500 latas de cerveja e espumantes preparados desde a segunda-feira. Não era soberba, segundo o treinador. Era confiança no grupo.

O elenco do Grêmio ganha folga nesta quinta-feira e deve se reapresentar na tarde de sexta. O foco, a partir de agora, é no confronto de terça, contra o Libertad, no Paraguai. O Grêmio precisa vencer para depender apenas de si na busca pela classificação às oitavas de final da Libertadores. Chegará com um peso a menos nas costas e um a mais na mala: a taça de campeão gaúcho de 2019.

Jogadores do Grêmio comemoram o título gaúcho — Foto: Diego Vara/BP Filmes

Jogadores do Grêmio comemoram o título gaúcho — Foto: Diego Vara/BP Filmes

Fonte: G1
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