Um caldeirão no caminho do Flamengo:

Inaugurado em 2016, novo estádio do Peñarol tem características intimidadoras e terá casa cheia nesta noite. Rubro-Negro precisa de empate para avançar.

 

É em um cenário de pressão, com cobranças para avançar de fase, que Peñarol e Flamengo jogam a vida na Libertadores, nesta quarta-feira, às 21h30, em Montevideú. O jogo ganhou ares decisão, e o Estádio Campeón Del Siglo terá casa cheia. Um caldeirão como obstáculo extra para o time brasileiro.

A torcida costuma cantar alto o jogo inteiro, leva muitas faixas, fogos… um cenário que costuma intimidar os adversários. Porém, o Peñarol nunca venceu um clube brasileiro no local. Inaugurado em 2016, será a primeira vez que o Campeón Del Siglo receberá o Flamengo. O estádio tem capacidade para 40 mil pessoas mas, por medida de segurança, apenas cerca de 37 mil foram disponibilizados.

Estádio Peñarol Campeón Del Siglo — Foto: Reprodução / MUNDO CARBONERO

Estádio Peñarol Campeón Del Siglo — Foto: Reprodução / MUNDO CARBONERO

Do total, 2 mil foram reservados para torcida rubro-negra. O clube brasileiro calcula que cerca de 600 torcedores estariam em Montevidéu. Ao todo 31 mil foram vendidos antecipadamente, mas a expectativa é que todos ingressos sejam vendidos até a hora do jogo.

Novo e raiz

O Campeón Del Siglo é um estádio diferente. É novo, está conservado, mas em nada lembra as luxuosas (e caras) arenas brasileiras construídas para a Copa do Mundo de 2014. Não há luxo, é um “estádio raiz”, que custou US$ 40 milhões (cerca de R$ 160 milhões. Há cadeiras, por exemplo, apenas nas sociais.

Um prédio alto abriga tribunas e cabines — Foto: Marcelo Baltar

Um prédio alto abriga tribunas e cabines — Foto: Marcelo Baltar

As arquibancadas são próximas do gramado, separadas por alambrados, onde alguns torcedores do Peñarol costumam se pendurar durante os jogos. As torcidas são separadas por arames farpados. As cabines ficam atrás das sociais em um prédio alto, o que lembra parcialmente a Bombonera, do Boca Júniors.

– O Flamengo tem que jogar bola, sem reclamar do juiz, sem devolver pancada, sem entrar na onda deles. Se o Flamengo fizer um gol, eles podem se desesperar e a pancadaria rolar. O Flamengo tem que jogar bola. Em 1981 o Zico nos falou isso. Se formos por esse caminho (da provocação), não vamos ganhar nada. Jogando bola, o Flamengo tem mais time, tem mais elenco, tem melhores jogadores – alertou o ex-lateral Leandro, que acompanha a delegação do Flamengo no Uruguai.

Fonte: GE

%d blogueiros gostam disto: