1.246 novos casos de coronavírus em 24 horas no Piauí

24 óbitos é o que consta no Boletim foi divulgado pela Secretaria de Saúde do Piauí nesta sexta-feira (19)

O Piauí registrou 24 mortes por coronavirus nas últimas 24 horas, mostrou o boletim epidemiológico divulgado na noite desta sexta-feira (19) pela Secretaria de Saúde. O total de óbitos subiu para 459 e os casos confirmados saltaram de 12.567 para 13.813 no Estado.

No balanço anterior, foram registrados 14 óbitos e 468  novos casos.

As vítimas são 16 pacientes do sexo masculino e 8 do sexo feminino.  Os homens são de Campo Maior (85 anos), Luzilândia (72 e 77 anos), Pedro II ( 92 anos), Parnaíba (30, 63, 74, 80 e 81 anos) e Teresina (25, 40, 57, 58, 69, 77 e 85 anos ).

Já as mulheres: Luís Correia (86 anos), Miguel Alves (81 anos), Parnaíba (35 anos), Piracuruca ( 85 anos) e Teresina (56, 57, 72 e 82 anos). Até o momento, 7218 mulheres já tiveram diagnósticos da doença no Estado.

Segundo o boletim, foram confirmados mais 1.246 casos da doença  com idades que variam de 6 meses a  93 anos. (653 mulheres e 593 homens). Os primeiros casos foram registrados em Geminiano, Pajeú, Santa Rosa, São Gonçalo e Wall Ferraz. Com isso, 193 municípios (86,16%) passam a ter casos de Covid-19 e 31 ainda não foram atingidos pela pandemia.

O Piauí já realizou  82.085  exames para detectar o novo coronavírus. Foram 15.193 exames laboratoriais e  66.892 testes rápidos.

O Estado possui 9.647 casos descartados e 58.625 testes rápidos negativos. São 750 internados (461 leitos clínicos, 272 em UTI e 17 em leitos de estabilização) e 805 altas.

VEJA ABAIXO OS MUNICÍPIOS DO PIAUÍ COM MAIS CASOS.

Teresina-5621 casos

Parnaíba (1790)

Campo Maior-457

Barras-393

Picos-378

Esperantina-290

Altos-258

Demerval Lobão-214

Piripiri-211

Florentino diz que novas pesquisas vão apontar pico ou estabilidade da covid no Piauí

O secretário estadual da Saúde, Florentino Neto, disse que não questiona a credibilidade da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas sobre o pico da doença Covid-19 no Piauí, mas, para ele, somente as duas próximas pesquisas realizadas pelo Governo do Piauí deverão apontar a relação do estado com o pico da doença ou a estabilidade dos casos.

“Nós temos que entender a credibilidade e a capacidade da FGV em produzir conhecimento científico, mas nós também temos que entender que o Imperial Colllege, lá atrás, produziu dados que nos motivaram os primeiros planejamentos. Nós aqui do estado do Piauí não nos furtamos da capacidade de produzir os nossos próprios dados”, diz o secretário.

Sobre a produção de dados próprios sobre a doença, Florentino Neto explicou que há o cruzamento de informações entre a Secretaria Estadual de Saúde e o Instituto Amostragem.  Novas pesquisas serão realizada nesta semana com publicação dos resultados na próxima. 

“Nós temos estudado a trajetória desse nível de transmissibilidade e da curva que a Covid-19 tem no Piauí. Só com a conclusão de pelo menos das duas próximas pesquisas, nós teremos condições de dizer efetivamente se nós já estamos muito próximos do pico e adentrando em um nível de estabilidade ou se efetivamente nós ainda teremos algum tempo para se ter essa realidade”. 

Florentino Neto acrescenta que o governo age com prudência. “Vamos continuar estudando a trajetória da curva da doença no Piauí. O nosso papel como condutor da saúde pública do estado do Piauí é gerar os meios necessários e garantir que a população possa ter assistência. Para isso, a gente luta por profissionais,  e garante EPI (equipamento de proteção individual) de qualidade. Temos garantido o afastamento de todos os servidores com algum tipo de comorbidade e a busca por servidores”. 

Sobre EPI, o secretário pede que qualquer servidor ao identificar má qualidade nos equipamentos de proteção deve comunicar a direção do hospital, ao sindicato ou diretamente na Sesapi. O gestor confirma que algumas reclamações sobre a qualidade de EPI não ocorreu na rede estadual, segundo lhe foi comunicado. 

Ja o professor Eduardo Massad, da FGV, responsável pelo estudo, diz que, no pico da doença, o estado deve registrar 4 mil infecções diárias.  Os apontamentos acontecem a partir das análises das notificações da doença no Piauí. O pico deverá ser em setembro caso as medidas de distanciamento social sejam mantidas.

Redação – Phbcity.com