Bolsas da China caem com preocupações sobre novo surto.

Pequim reconheceu dezenas de novos casos nos últimos dias, levantando temores de uma segundo onda de contágio.

Os principais índices acionários da China fecharam em baixa nesta segunda-feira (15), pressionados pelas perdas em outros mercados da região diante das crescentes preocupações com o ressurgimento do surto de coronavírus.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,2%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,02%.

Após semanas praticamente sem nenhuma nova infecção por coronavírus, Pequim reconheceu dezenas de novos casos nos últimos dias, todas ligadas a um grande mercado de alimentos atacadista, levantando preocupações sobre o ressurgimento da doença.

Um novo surto poderia afetar o apetite por risco no curto prazo, pesando sobre indústrias cíclicas que dependem fortemente da retomada do trabalho e produção, embora o impacto sobre a economia da China seja limitado dadas suas medidas efetivas, escreveu em nota Li Lifeng, analista do with Zheshang Securities.

O ambiente externo para o comércio da China ainda será sombrio e complexo no segundo semestre do ano, disse o primeiro-ministro Li Keqiang nesta segunda-feira, acrescentando que o governo deve trabalhar duro para estabilizar o comércio exterior e os investimentos e alcançar as metas anuais.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 3,47%, a 21.530 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 2,16%, a 23.776 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,02%, a 2.890 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,20%, a 3.954 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 4,76%, a 2.030 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,08%, a 11.306 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 2,64%, a 2.613 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 2,19%, a 5.719 pontos.

Entenda

A China informou neste domingo (horário local, noite de sábado, 13, no Brasil) ter detectado 57 novos casos de coronavírus, que causa a doença Covd-19, o número diário mais alto desde abril, gerando preocupações de uma segunda onda da doença no país.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, 36 desses casos foram contágios domésticos na capital Pequim. Eles teriam começado em um mercado de carnes e vegetais localizado no sul da cidade.

As outras duas infecções domésticas relatadas ocorreram na província de Liaoning, no nordeste do país, e autoridades locais de saúde disseram que eram contatos próximos dos casos de Pequim.

O novo conjunto de infecções domésticas provocou novos confinamentos em 11 bairros próximas ao mercado. Esses casos são os primeiros em Pequim em dois meses.

Repórteres da AFP viram centenas de policiais, muitos usando máscaras e luvas ao redor do mercado.

Os novos casos suscitaram preocupações com a segurança da cadeia de suprimento de alimentos e alguns outros mercados da cidade também foram fechados.

As autoridades de supervisão do mercado de Pequim ordenaram uma inspeção de segurança alimentar em toda a cidade, com foco em carnes frescas e congeladas, aves e peixes em supermercados e armazéns.

Nove escolas e jardins de infância próximos foram fechados e Pequim adiou o retorno dos alunos às escolas primárias.

Eventos esportivos, refeições em grupo e grupos de excursão entre províncias também foram interrompidos.

O restante dos casos relatados no domingo foi trazido para o país por chineses retornando para casa de outros países.

Phbcity.com