EUA identificam o primeiro caso da variante Ômicron

Caso foi detectado na Califórnia

 

 

 

 

 

 

 

Os Estados Unidos identificaram o primeiro caso da nova variante do SARS-CoV-2 Ómicron, na Califórnia, adiantou o Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

Trata-se de uma pessoa que viajou de África do Sul para os Estados Unidos no último dia 22 de novembro e que testou positivo sete dias depois.

As autoridades detalham que o infectado tem sintomas leves da doença.

De acordo com a informação que o epidemiologista Anthony Fauci prestou aos jornalistas na Casa Branca, a pessoa infectada estava vacinada com as duas doses da vacina contra a Covid-19, não tendo ainda feito o reforço.

O especialista, que é também conselheiro de Biden, adiantou ainda que o infectado está cumprindo quarentena e que todos os seus contatos próximos foram contactos e que, até agora, todos testaram negativo para o vírus.

Vacinas podem ser menos eficazes, mas continuam a ‘arma’

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu esta quarta-feira que as vacinas anticovid podem ser menos eficazes face à nova variante Ômicron, mas insiste em evitar alarmismos porque vão continuar a ser evitadas as formas mais graves da doença.

No seu boletim epidemiológico semanal, a OMS indica que algumas mutações da Ômicron “podem aumentar a sua capacidade de transmissão e/ou permitir um certo grau de perda de imunidade”.

Os especialistas acreditam que as vacinas existentes – que até podem ser modificadas nos próximos meses para se adaptarem à variante Ômicron – poderão ser menos eficazes quanto à prevenção do simples contágio por covid-19.

Isso já aconteceu com a variante delta, que, entretanto, se tornou a dominante no mundo – com mais de 99% dos casos globais – reduzindo a proteção do contágio de 60 para 40 por cento, segundo indicou há uma semana a própria OMS.

No entanto, de acordo com o mesmo boletim, as vacinas parecem manter a sua eficácia contra as formas graves da doença, incluindo os contágios por variante Ômicron, ressalvando que, mesmo assim, os dados atuais ainda são limitados devido ao relativamente baixo número de casos estudados.

Face aos dados preliminares, a chefe da unidade técnica anticovid da OMS, María Van Kerkhove, defendeu, em conferência de imprensa, a necessidade de se vacinarem todos os que tiverem acesso às vacinas.

“Não se deve assustar desnecessariamente a opinião pública”, disse a especialista, sublinhando que “mesmo que exista uma redução da eficácia das vacinas existentes, continua a ser melhor ser vacinado, porque se podem salvar vidas”.

Os últimos dados indicam que África regista um aumento de hospitalizações, mas Van Kerkhove assinalou que pode ser explicado por uma consequência normal do aumento de casos em geral naquele continente, e não apenas os da nova variante.

 

 

 

 

 

 

 

 

POR NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL

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