Jivago Castro debocha da prisão de Arimateia Azevedo.

‘De moleque a gente não tem medo’

O empresário Jivago Castro debochou da prisão do jornalista Arimateia Azevedo, em um vídeo que circula nas redes sociais nesta sexta feira (12/06). Nas imagens, Jivago declara que há cerca de oito anos atrás o jornalista quase acabou com a sua vida, referindo-se ao episódio em que ele foi apontado como um dos envolvidos na morte de Fernanda Lages, em 2011, por Arimateia Azevedo.

“Há oito anos atrás eu fiquei apavorado, este vagabundo quase acaba com a minha vida, mas hoje isso pra mim é brincadeira, é pingo no ‘i’, é pirão fino…” declarou o empresário.

Por fim o empresário deixou um recado para aqueles que foram vítimas das acusações do jornalista, assim como um para o próprio Arimateia Azevedo.

“Não tenham medo, quando ele falar de um, pode ter certeza que o que ele está querendo é dinheiro, ele não escreve por dinheiro, ele escreve por falta de dinheiro. E vai lá vagabundo, me processa aí, bota lá no teu portalzinho de novo e me processa, que tu sabe que de ti eu não tenho medo. A gente tem medo de homem, a gente respeita homem aliás, moleque a gente não tem medo e nem respeita”, declarou Jivago.

Portal AZ se manifesta
O Portal AZ se manifestou em uma matéria sobre a prisão, nesta sexta-feira (12/06), do seu proprietário, Arimateia Azevedo, suspeito de extorsão, junto com o professor Francisco Barreto, contra o cirurgião plástico Alexandre Andrade Souza.

“O Portal AZ continuará na luta e comprometido com a verdade dos fatos, no entanto, está impedido judicialmente de explicar aos leitores o que gerou a prisão. Inclusive, nesta manhã todos os computadores do portal foram apreendidos pela polícia. Em respeito à decisão da justiça, não serão citados nomes”, citaram na matéria.

O juiz Valdemir Ferreira Santos determinou que o Portal AZ se abstenha de fazer quaisquer tipo de publicação ofensiva à sua pessoa, de modo a evitar que reincidam na mesma conduta criminosa do caso em tela, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia de publicação.

“Determino que o PORTAL AZ também se abstenha de realizar publicações ofensivas à imagem do digno e responsável Grupo de Repressão ao Crime Organizado – GRECO, bem como dos policiais ali lotados, de modo a evitar a prática de outros crimes, como ameaça, calúnia e/ou difamação, extrapolando os limites da liberdade de imprensa, como forma de vingança pelas investigações do procedimento policial, sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por dia de publicação”, citou na decisão.

Sobre o médico e seu depoimento
A Polícia Civil do Estado do Piauí deflagrou operação na manhã desta sexta-feira, (12/06) e efetuou a prisão de duas pessoas em Teresina, o jornalista Arimateia Azevedo e o professor da Uespi Francisco Barreto pela suposta prática de extorsão contra um médico. O 180 teve acesso a decisão com o depoimento da suposta vítima, que deu detalhes sobre como teria ocorrido a a cobrança de valores feita pela dupla para a não publicação de matéria no Portal AZ.

O denunciante é o cirurgião plástico Alexandre Andrade Souza, que atua em Teresina e foi alvo de uma matéria no portal sobre um procedimento cirúrgico. Para não ter mais matérias divulgadas, teria que pagar a quantia de R$ 20 mil. Ele chegou a pagar R$ 10 mil, mas resolveu procurar a polícia e denunciar, veja trechos da decisão sobre o seu depoimento:

“… Relata em sua representação que no dia 22 de fevereiro do corrente ano chegou ao seu conhecimento informações que indicavam a prática do crime de extorsão praticado pelos investigados em desfavor da vítima Alexandre Andrade Souza.

Esclarece que a vítima e testemunha intimada prestaram depoimento na sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado GRECO, onde relataram que no início do mês de janeiro do ano em curso, o investigado José de Arimatéia Azevedo
publicou em seu portal de notícias “PORTAL AZ”, uma matéria contendo informações a respeito de um problema ocorrido durante um procedimento cirúrgico realizado pela vítima Alexandre Andrade de Souza, expondo a de forma negativa.

Afirma que, a partir da publicação dessa matéria, José de Arimatéia de Azevedo e Francisco de Assis Barreto teriam passado a extorquir a vítima para obter vantagem financeira, tendo sido a mencionada vítima obrigada a entregar uma quantia de R$20.000,00 (vinte mil reais), para que cessassem com as publicações maldosas, as quais faziam graves acusações contra a mesma.

Relata, ainda, que, após tomar conhecimento dos fatos, determinou que
fosse instaurado Inquérito Policial para investigar possível crime de extorsão e outros, supostamente praticados pelos autores. Foi emitido Relatório Técnico nº 18 GRECO 2020 que descreveu e individualizou a atuação dos envolvidos de forma clara, demonstrando que por diversas vezes aconteceram encontros entre a vítima (que em algumas ocasiões esteve em companhia ou foi representado pelo seu cunhado, pessoa de nome Márcio Gabriel da Silva Oliveira) e Francisco de Assis Barreto que atuava sob o comando e orientação de José de Arimatéia Azevedo, representando os interesses deste último.

Argumenta que foi solicitada a interceptação telefônica dos investigados,
através da qual foi possível constatar a veracidade dos fatos narrados pela vítima,
tendo em vista o cruzamento das ligações entres os investigados e a vítima, indicando que houve uma série de tentativas de negociações prévias, antes que o crime se consumasse, bem como a forma como se deu a consumação deste delito.

Além disso, foi solicitada a relação de entrada de visitantes no prédio comercial onde é situado o consultório da vítima, comprovando que o investigado
Francisco de Assis Barreto esteve pessoalmente no local de trabalho da vítima.
Foi juntada aos autos uma certidão contendo diversos “prints” de conversas
realizadas através do aplicativo “WhatssApp”, entre a vítima e o investigado José de Arimatéia Azevedo, além de matérias ofensivas publicadas no site “Portal AZ” de propriedade do referido investigado.

Phbcity.com