CR7 admite que não declarou tudo o que faturou na Espanha, mas diz que ‘não houve intenção de fraudar’

Acusado de sonegar mais de 150 milhões de euros em impostos na Espanha, Cristiano Ronaldo tem seu caso mais próximo de uma decisão. A Agência Tributária do país se apressa para ajustar os últimos detalhes e processá-lo por fraude fiscal, de acordo com informações publicadas pelo jornal El Confidencial.

A agência tem de enviar logo a acusação para a Promotoria de Delitos Econômicos de Madri, pois como trata-se dos ganhos do atacante português em 2011, o possível golpe prescreve no próximo dia 30 de junho.

O camisa 7 do Real Madrid tem a Multisports & Image Management (MIM) Limited como agência “autorizada a explorar e conceder direitos sobre a imagem, nome, palavras (faladas ou escritas), assinatura, informação biográfica, fotografias e vídeos”.

A empresa irlandesa, aberta em 2004 pelo advogado Andy Quinn, fechou os contratos de CR7 com Nike, Unilever, Kentucky Fried Chicken (KFC), Konami e Toyota.

O Football Leaks, então, revelou que o jogador usou a MIM para assinar todos os acordos com as principais firmas às quais presta sua imagem, porque a Irlanda está entre os países da zona do Euro com o Imposto de Sociedade mais baixo, apenas 12,5%, metade do que na Espanha.

Ao El Confidencial, um porta-voz na Espanha da Gestifute, a gestora da carreira de CR7, admitiu que há “discrepâncias” com a Fazenda espanhola e que não foram pagos impostos no país por todos os direitos de imagem que cobrava o atleta.

Em defesa, o porta-voz afirmou que o sistema é o mesmo que era feito no Reino Unido – quando Cristiano Ronaldo atuava no Manchester United.

“A Agência Tributária espanhola mantém critérios diferentes aos utilizados pela equipe jurídica do jogador sobre a imputação de rendas e direitos de imagem na Espanha. De acordo com a lei Beckham (taxar em 25% as fortunas de futebolistas estrangeiros), a qual então estava sujeito, só estava obrigado a pagar pelos recursos gerados na Espanha e não por recursos totais a nível mundial”, explicou.

“A discrepância está baseada em qual parte dos recursos correspondem a Espanha e quais ao resto do mundo e como se aplicariam os impostos. O jogador chegou a Madri da Inglaterra e aplicou os mesmos critérios que já utilizava no Reino Unido, de acordo com a Agência Tributária britânica e que nunca foram objeto de discrepância”.

“Agora, a Fazenda espanhola considera que deve pagar por todas as suas receitas, mas nunca houve intenção de fraudar como demonstra o caso de que a Fazenda espanhola conhece todos os contratos mundiais de jogador, que foram fornecidos voluntariamente no interesse de uma maior transparência, na busca de uma razoablidade e consenso na aplicação de critérios e com o objetivo de buscar um entendimento satisfatório para as partes”, encerrou o representante da Gestifute.

 

Fonte: espn

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