Operação mira compra de testes de coronavírus superfaturados

Operação deflagrada nesta quinta-feira (2) apura irregularidades na compra de testes de covid-19 pelo governo do Distrito Federal e outros estados. As investigações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios apuram superfaturamento na aquisição de material de baixa qualidade, que pode dar falso negativo. Os investigadores estimam em cerca de R$ 30 milhões o prejuízo aos cofres públicos.

A Operação Falso Negativo cumpre 74 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em sete estados: Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Espírito Santo. Há suspeita de fraude a licitação, contra a ordem econômica, organização criminosa e corrupção ativa e passiva.
A Secretaria de Saúde afirma que todos os testes comprados, recebidos por meio de doações ou enviados pelo Ministério da Saúde têm certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foram aprovados pelo órgão.

Entre os alvos da operação, estão o subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde do DF, Iohan Andrade Struck, e o diretor do Laboratório Central do DF, Jorge Antônio Chamon Júnior. São feitas buscas na sede da secretaria, no laboratório e na residência de servidores.

Mandados de busca e apreensão tambem estão sendo cumpridos nas cidades de Teresina, Picos e Bom Jesus, no Piaui.

Acontece na manhã desta quinta-feira (2) uma operação para investigar suspeitas de irregularidades na compra de testes rápidos para Covid-19 por prefeituras do Piauí. Os policiais pretendem cumprir 17 mandados de busca e apreensão em Teresina, Uruçuí, Picos e Bom Jesus.

Em Teresina, os policiais federais fizeram buscas na sede de uma empresa de distribuição de suprimentos hospitalares, localizada no Centro de Teresina. Em Picos, os policiais fizeram buscas na sede da prefeitura e da secretaria de saúde da cidade.

Segundo a PF, agentes públicos e empresários utilizaram documentos falsos para fazer uma licitação que foi instaurada pela Prefeitura Municipal de Picos para a compra de testes de Covid-19. Como resultado das fraudes, os contratos foram direcionados a empresa de um dos membros do grupo, responsável pela venda de exames com preços superfaturados.

Ainda segundo a PF, os testes que são vendidos por valores entre R$ 120 e R$ 150 eram comprados pela prefeitura por R$ 170 a R$ 210, gerando um sobrepreço de 40%. Há indícios de que o esquema criminoso atue em outros 28 (vinte e oito) municípios do interior do Piauí.

Os crimes investigados pelos policiais são de associação criminosa, desvio de recursos públicos e dispensa indevida de licitação, cujas penas somadas alcançam 20 anos de prisão.

Phbcity.com