Piauí tem 2,3 mil que deveriam estar presos

Dado é uma associação da lentidão do judiciário e da má estrutura de presídios

De acordo com dados do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Secretaria de Justiça do Estado do Piauí (Sinpoljuspi), o Piauí tem pelo menos 2,3 mil pessoas que deveriam estar presas. O dado leva em consideração cerca de 600 fugitivos, 600 com mandato de prisão em aberto e 1,1 mil em segunda instância.

De acordo com Kleiton Holanda, vice-presidente do Sinpoljuspi, que esteve na manhã desta segunda-feira (5) no estúdios da Rádio Jornal Meio Norte (90.3 FM) no programa Banca de Sapateiro, o número elevado de pessoas que deveriam estar presas é uma associação de dois problemas já conhecidos dos piauienses: a lentidão do judiciário e a má estrutura dos presídios.

Para se ter ideia, o Piauí tem um sistema prisionário capaz de atender 2 mil pessoas. No entanto o Estado possui 4,5 mil pessoas presas. Além disso, o baixo número de policiais militares e agentes penintenciários é outra problemática que traz consequências graves.

Atualmente há um déficit de pessoal que gira em torno 2,5 mil agentes penitenciários que deveriam estar em exercício. Esse número tem como base dados do Conselho Nacional de Políticas Públicas (Cnpp), que aponta que o número ideal é de 5 presos para cada agente.

“Com todos esses problemas, a entrada de drogas e celulares nas prisões é uma realidade. Eles arremessam aparelhos telefônicos pelo muro dos presídios, como aconteceu em Esperantina quando dezenas de aparelhos foram recolhidos. Eles jogam dentro de pedaços de colchões. É um conjunto de fatores que contribuem para um sistema falho”, explica Holanda.

O vice-presidente afirma que “o Tribunal de Justiça deve trabalhar junto com a Secretaria de Segurança. Há 60% de presos provisórios que aguardam decisão judicial e estão presos de forma irregular, há mais de 90 dias sem audiência. É outro problema que também precisa ser sanado”, finaliza.

Fonte: MN

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