Rodoviários paralisam 100% dos ônibus do transporte coletivo em Manaus

Terminais e pontos de ônibus ficaram cheios de usuários desde a madrugada. Categoria reivindica 12% de reajuste salarial

Os ônibus do transporte coletivo deixaram de circular em Manaus no início da manhã desta segunda-feira (26). De acordo com informações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a paralisação atinge 100% da frota.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a categoria reivindica 12% de reajuste salarial e adicional de insalubridade. Na última semana, rodoviários também realizaram outras paralisações.

Rodoviário se reuniram na frente de garagem em Manaus (Foto: Laura Liz/Rede Amazônica)

Rodoviário se reuniram na frente de garagem em Manaus (Foto: Laura Liz/Rede Amazônica)

Com a permanência dos coletivos nas garagens, terminais e pontos de ônibus ficaram cheios de usuários desde a madrugada.

Segundo o Sinetram, o transporte coletivo de Manaus opera com dez empresas, em 221 linhas, e transporta em média 800 mil pessoas por dia. A frota total é de 1,5 mil coletivos.

Decisão da Justiça

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) acatou, na tarde deste domingo (25), o pedido feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e determinou que os membros do Sindicato dos Rodoviários se abstenham de realizar qualquer movimento paredista nesta segunda-feira (26), conforme anunciado por representantes da categoria.

Pontos de ônibus ficaram cheios de usuários em Manaus (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM )

Pontos de ônibus ficaram cheios de usuários em Manaus (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM )

Na decisão, a desembargadora plantonista do Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região, Solange Maria Santiago Morais, determinou que em caso de descumprimento, o Sindicato dos Rodoviários poderá ser multado em até R$ 100 mil por hora de paralisação. Além disso, os sindicalistas devem manter distância de no mínimo 50 metros da entrada das garagens, sob pena de multa no valor de R$ 100 mil por hora.

População lotou plataformas do BRT, em Manaus (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

População lotou plataformas do BRT, em Manaus (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

População precisou usar veículos do transporte alternativo e mototaxis  (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)
Fonte: G1

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