Teresina vive pico da covid e pela 1ª vez cai taxa de contágio

Ao divulgar a 9ª etapa da pesquisa de investigação sorológica na capital, o prefeito Firmino Filho anunciou que Teresina vive o pico da covid-19, mas pela primeira vez caiu a taxa de transmissibilidade do vírus. Mesmo com o dado positivo, Firmino alertou que existem outros fatores preocupantes como o aumento na ocupação de leitos, a queda no isolamento social e a falta de profissionais para atenderem nas UTIs.

Firmino Filho informou que a taxa de transmissibilidade caiu para 0,83. Na pesquisa passada, a taxa ficou em 1,34. A queda na transmissão ocorre apesar do aumento do número de pessoas com o vírus, que chegou a mais de 15% da população. 

De acordo com os dados apresentados, a estimativa é que 133.532 pessoas estejam positivadas para a doença em toda Teresina, o que representa 15,44% da população da capital piauiense. 

“Temos uma subnotificação gigantesca, já que para cada caso confirmado temos 39 não confirmados, isso se deve o baixo número de testagem, entre outras coisas”, afirmou Firmino em videoconferência com jornalistas.  

Apesar do número alto de pessoas positivadas, de acordo com a pesquisa, o número atualmente transmitindo esse vírus caiu na última semana. 

Na etapa anterior, o número de infectados era de 41.340 entre os dias 05 e 07 de junho, ou seja, a taxa de contágio do vírus era de 1,34. Na pesquisa realizada entre os dias 12 e 14 de junho, caiu para 34.594 e a taxa de contágio ficou em 0,83. A menor de toda em todas as etapas. 

“É um número para se comemorar, mas como existe margem de erro, precisamos esperar a próxima semana para confirmar se existe essa queda. Vamos olhar com muito carinho para saber se o pior já passou ou se estamos passando. De certa forma já é uma luz no fim do túnel”, enfatiza Firmino Filho. 

Ocupação de UTIs

Firmino voltou a afirmar que a capital enfrenta uma “batalha” com relação à questão hospitalar. Segundo ele, a situação ainda é crítica. Para uma reabertura segura das atividades econômicas, Firmino destaca que seria necessário, pelo menos, 30% de UTIs livres. 

Porém, a realidade é bem diferente. Teresina se encontra com 78,36% das UTIs ocupadas, o que corresponde a 210 leitose 58 estão livres para pacientes com  a covid-19.  

“É preciso destacar que entra nessa conta as UTIs da maternidade e do Hospital Infantil. Quando se tira esses leitos, a ocupação sobe para mais de 80%. Portanto, ainda é uma situação delicada essa questão das UTIs na capital. Abrimos 10 leitos no São Marcos, no final de semana, e todos já estão ocupados. No Hospital de Campanha do HUT teremos 60 leitos. Apesar do crescimento significativo há um crescimento da demanda por leitos de UTI, a situação ainda é preocupante”, afirmou.

Reabertura no interior

O prefeito criticou os prefeitos do interior do estado que estão reabrindo as atividades econômicas. Ele afirma que se houver um crescimento do número de casos nessas cidades, Teresina irá receber a demanda do interior. 

“A nossa preocupação não é só Teresina, mas o estado do Piauí como um todo. Se o pico na capital  é agora em junho, o do Piauí será pra o final de julho, início de agosto. Depois dessa tensão que vivemos, Teresina vai diminuir, mas vai crescer no interior do estado. Isso é um dado importante porque como não tem UTI no interior em todos as cidades  maiores, isso vai chegar a Teresina. Quando vemos os prefeitos abrindo o comércio, perguntamos se eles tem leitos de UTI suficiente. Muitos desses municípios são incapazes de prestar essa assistência e encaminham os doentes para Teresina. Quem vai pagar por essas omissão de alguns gestores municipais é Teresina”, destacou. 

Novo teste

O prefeito Firmino destacou a importância da população compreender a diferença entre os testes existes. Segundo ele, a prefeitura espera a chegada de um novo teste que será mais rápido e poderá abranger uma parcela maior da sociedade. 

“Temos dois testes. Um avalia a existência do vírus, que é feito no Lacen. Ele é feito nas pessoas internadas em situação grave. Ele deve ser feito entre o segundo e o sétimo dia. Se teve o primeiro sintoma no dia 01, só serve fazer entre o dia 02 ao dia 07. É uma quantidade limitada e usada em situações específicas.  Essa semana testamos  um novo teste. Estamos validando. Ele vai atrás da existência do vírus dentro do paciente. O outro teste que já usamos, busca o anticorpo do paciente. Leva um período de tempo. Só serve depois do sétimo dia do primeiro sintoma. Se fizer no segundo dia após o sintoma, será negativo. Ele só deve ser utilizado depois do sétimo dia do sintoma. É necessário entender essa distinção”, destacou.

Falta profissionais

Com relação ao funcionamento de UTI, o prefeito afirma que outro desafio encontrado é a contratação de profissionais. A prefeitura não descarta a possibilidade de chamar profissionais de outros estados para atuarem na capital. 

“Tem a questão da contratação de pessoal. Começa a ter uma escassez de médicos para UTI. Estamos aumentando o  número. Podemos trazer  profissionais de fora do Piauí para atuarem no Hospital João Claudino. Se não tiver na cidade, vamos ter que buscar no mercado nacional. Existe uma escassez em Teresina. Pessoas com experiência em UTI é muito reduzida. Fizemos o chamamentos de quem foi aprovado no processo seletivo. Estamos na situação em que se dispuser vamos aproveitar”, .

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