Voley Masculino: Brasil encara EUA e tenta reafirmar força nas finais da Liga

Seleção enfrenta equipe americana na abertura das quartas de final, em Bolonha. Depois de tropeços na fase de classificação, busca confirmar evolução em busca do título.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Renan dal Zotto seleção masculina de vôlei Brasil Liga das Nações — Foto: FIVB / Divulgação

O caminho até Bolonha não foi dos mais fáceis. Do início instável à classificação, o Brasil chega à fase final da Liga das Nações tentando se reafirmar como potência em meio ao início do novo ciclo. Nesta quarta-feira, às 13h, a seleção de Renan Dal Zotto encara os Estados Unidos nas quartas de final, em Bolonha, na Itália.

O Brasil terminou a fase de classificação na sexta posição. Foram oito vitórias e quatro derrotas – duas logo na primeira etapa, em casa. Por um momento, a seleção viu a vaga na fase final ficar ameaçada. Na reta final, porém, conseguiu se reerguer rumo à briga pelo título.

– Não tivemos o início que gostaríamos, e acabamos perdendo duas das quatro partidas que disputamos em casa. Mas depois o time estabilizou, conseguimos fazer com que todo o grupo voltasse às respectivas melhores condições físicas. E isso foi fundamental. Ter todos os jogadores à disposição torna o Brasil uma equipe muito competitiva. Chegamos para esta reta final com uma condição muito boa. Este jogo contra os Estados Unidos está totalmente aberto. Será uma partida equilibrada e que vale muito – disse o técnico Renan Dal Zotto.

Capitão da seleção, Bruninho acredita que a instabilidade é natural em um início de ciclo. Diante de tantas mudanças na equipe, além da perda de nomes como Alan, lesionado, o levantador encara os percalços como algo do jogo. Agora, porém, aponta a evolução do time em quadra.

– Essa irregularidade no início da competição é natural, de certa forma. Ainda mais em uma equipe que está com uma renovação em curso, com novos jogadores entrando. Então ao longo da competição nós fomos conseguindo desenvolver um padrão de jogo melhor, mas sabemos que ainda há espaço para evoluirmos mais, e é o que temos trabalhado bastante nesta semana. O time já tem apresentado melhor ritmo, a parte física também melhorou. E esperamos que esta evolução siga na fase final.

Na fase final, o Brasil vai contar com o reforço de Lucão, depois de três semanas afastado por uma lesão na panturrilha. Renan acredita em um time mais firme para a fase final.

– Sabemos que historicamente o Brasil vai sempre muito bem em todas as competições então temos que manter firmes nesta escrita, mas não podemos deixar de pensar no médio e no longo prazo. Estamos muito conscientes do que está sendo construído, mas ao mesmo tempo sem perder o foco no momento atual, e temos pela frente uma das partidas mais importantes do ano agora, que vale a nossa passagem para semifinal e também serve como um grande teste para o mundial.

Na primeira etapa, em Brasília, os Estados Unidos não tomaram conhecimento da seleção da casa. A queda serviu de alerta. O Brasil ainda teve outros percalços, mas conseguiu crescer na Liga. Agora, Bruninho espera uma história diferente nas quartas de final.

– Brasil e Estados Unidos chegam para o jogo desta quarta-feira com equipes completamente diferentes daquelas que se encontraram em Brasília. Mas, independentemente disso, nós conhecemos muito bem a equipe, que tem um padrão de jogo muito bem estabelecido e que joga sempre em um nível muito bom. É uma das poucas equipes do mundo que não têm altos e baixos, sempre mantém o nível. Então nos cabe fazer o nosso melhor, pois cada detalhe poderá fazer a diferença nesse jogo decisivo – disse.

Confira o grupo da seleção para a fase final:

Levantadores
Bruninho
Cachopa

Centrais
Isac
Flávio
Aracaju
Lucão

Ponteiros
Lucarelli
Adriano
Rodriguinho
Honorato
Leal

Oposto
Darlan

Duelos das quartas de final:

Quarta-feira, 20/07
13h – Brasil x EUA
16h – Itália x Holanda

Quinta-feira, 21/07
13h – França x Japão
16h – Polônia x Irã

Por João Gabriel Rodrigues — ge – Rio de Janeiro
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